estrada paralela

24/10/2006 20:44
por questões pessoal-econômicas, esse blig vai para outro bairro, fincado no país do google, onde por questões de estética, fica tudo combinado, sem esse papo de bagunçado arrumadinho. corre lá, que a grama tá verde: www.estradaparalela.blogspot.com
enviada por gus



09/10/2006 13:50
meus desejos latentes conscientes se afinam ao direito penal do país via net por isso não liguem se ficar mais careta , sem porno-literaturas, não liguem ,pois agora estou amando.
enviada por gus



07/10/2006 22:00

nicole e sean




enviada por gus



07/10/2006 21:59

olha que imagem fantástica




enviada por gus



25/09/2006 09:16

(do blog buzanfanu/2002, estes últimos 5posts,ok?!)

por quê só se fica cansado no sábado, e só se fica zureta na sexta, e só se fica na guinba nas quinta?! há, há há. com esta risadinha besta lembrei do puto safado do hugo césar bortolon vulgo h.c.b. o cara, ô cara, tú é muito engraçado. você é, juntamente com douglas e federaick - vulgo filho da cabeluda, as maiores provas que são as comédias que me atraem, isso sem falar nos torpedos de flávinha torpedim, etâ coisa boa...

pá,...pá pá pá pá pá,...pá pá pá pá..pá pá.que música é esta?

irei para a rua com várias camisetas usadas até agirem no meu corpo magicamente. tentarei vendê-las a cinco mixilins cada. as que sobrarem darei aos compradores mais próximos. lá vou eu para a rua de amarela nas pernas e de olho no ar - lá pode estar ela, a musa, deusa que a partir de hoje passa a ser mortal, como um out-door.

hoje é o melhor dia da semana pois apartir destas horas pairam sobre os seres estranhas criaturas conduzindo suas varas de condão, sobre suas vassouras. elas preparam, ao menos em boa parte do ano, sua expressão perante esta Sexta especial – sabemos o motivo. se alguém virou abóbora é hora de passar de fase e seguir rumo as melancias doces, encontradas somente em paisagens inóspitas e não menos exóticas. Vitória, Roda D’água, Caraíva, Fundão, Timbuí, todos esses lugarejos de nomes estranhos. é hora irmãos de limparem seus cômodos, à espera furtiva de uma visita ocasional – nada ocasional. preparem-se, limpem seus quartos (leia-se corações) e deixem aquela fresta aberta quatro polegadas, por onde a abóbora não possa cair; e assim, a coisinha em pelo possa entrar. não poupem os ouvidos com palavras e lambidas de cães selvagens.

“ Eu sou bela, mortais, como um sonho de pedras.
Odeio o movimento que desloca as linhas.”
Charles Baudelaire

todos os caminhos levam ao mesmo ponto e mesmo assim eu ando como quem espera encontrar um novo caminho – (...) todos os dias logo cedo quando acordo.
todos os caminhos levam ao mesmo ponto? aqui? agora? neste papel magnífico desenvolve-se a reflexão.
excelentíssimo. é magnífico poder encontrar esta linda moça, a passar com seu olho de ninfagata, raposa do mato dourada do amor. teu rabo deixa o rastro de quem noucateia com as palavras bem ditas – fulminas, e assim se vai pelo seu chão de mármore com uma construção ao seu redor e que é um cinema, magnífica amora,...

salve simpatia
peguei a idéia pelo pé e atravessei a rua de mão dupla em direção ao colégio. com menina. solta na calçada de pernas dobradas para tocar o chão. menina levei para reconhecer o terreno com matos e um grafite: Sol e Lua. Para achar a menina.Meio estranho o distanciamento, como dois estranhos se fintam.A Menina achou uma mina de pérolas preciosas e lá estava ela, a Menina.“Menina que não sabe quem eu sou.Que não conhece o meu amor.Você passa e não me olha mas eu olho pra você...” Sua pele morena de cor estonteante com seus fios de bronze em sua cabeça.
Uma tentação ao vivo, em plena manhã de 11 de setembro.
Sua boca é vermelha em algumas partes.
Seus lábios são molhados.
Meu tempo é este.
Um par de pernas como índia ao cair da tarde em beira de rio.
Como é bom desfrutar da liberdade de poder encontrar amor.
Muita paciência e muita gulodice para O momento.
Sede média ao pote imaginando a cautela do Homem Pássaro:
“Não apertar muito para não sufocar,
Não abrir demais para não fugir.”
Às vezes a rapadura é doce e mole, acreditas...
A arte de pensar no outro gera uma vibração de resposta ao desejo.

Leia caro amigo, Jack London, Caninos Brancos. O cara te conta como o lobo é domesticado. A lei é a da Carne.


(saca essa sacadela!)
e o Zè Maria mal chegou de Sampa nesse domingo (8), e já se projeta sobre o estado Carioca. Se eu não me engano, sexta no Jornal da MTV, com Fábio Massari, a banda que já lançou quase cinco discos na praça dá sua proza ao prazer alheio. Dos cinco, só um é oficial, os outros são pérolas presenteadas aos mais próximos. Algumas belezuras chegam a ter três versões, como é o caso de AM. Já chequei na firmeza.
Os caras foram pra altitude paulistana na terça (3) tocaram no Blem Blem para um público que topou ficar em um verdadeiro porão ouvindo os caras e em uma outra quebrada. Em meio a missão, balada na Love para ouvir Marky ao vivis. Tô sabendo.
Dizem as línguas vorazes que o porto mais próspero pode ser Londres. (Boa)

"Controle seus medos." (Mestre Yoda)

"...sem o despertar os sonhos só seriam modulações instantâneas e nem mesmo existiriam para nós". (M.Merleau Ponty)

O filme “ O mar” surpreende pela quantidade de vermelho, ou melhor dramaticidade, melhor ainda espírito espanhol. Coberto de tramas pois encontra-se enclausurada em um sanatório, a história é repetitiva. Vários ‘erros’ cometidos pelo protagonista. Nada disso. Paixões obstruídas, histórias mal contadas sobre o que foi feito ou acontecido descambam para a surpresa; muitas mezes drásticas . Em sua última exibição no metropolitano festival, a película é desejo de Agusti Villaronga, espanhol, contada em Maiorca, 1936. (ouvindo pagodinho e zé maria a gente escreve qualquer coisa. Boa noite cumpadi!
quem assistiu deve ter amado - carnalmente sempre. o filme "mentiras", do diretor sul-coreano jang sun woo/2000, passando na mostra metropolitana - ufis, é du baum. O filme tem quase duas horas de puro sexo, com direito a sessões de ...vai assistir. com uma câmera discreta e olhar quase documental, o filme tem uma agilidade quase lenta, porém nossa curiosidade é bem paciente - e intrigante também. Até lá está nosso prazer - na dor e por que não na mentira. Vale assistir. "Uma história sobre o sonho de viver, comer e transar sem ter de trabalhar". Eis a crítica e a oficial pala da mostra.

depois de dois ensaios etílicos e por que não libertários - reconhecendo diferenças sonoras e paladares, o domingo voltou a ser chato, ...tõ sem dinheiro mesmo, o pai do luís vendeu o bonde, e a chuva ameaça a cair, enquanto isso...sueli vidigal ameaça se tornar uma veradeira banda, ameaça entrar para o esquecimento dos eleitores e ameaça virar conversa de botequim.

estou ouvindo maria bethânia, falando de ruas de ter você poetas para quê, pra que amendoeiras pelas ruas para que servem as ruas?

onti teve um rango muito esperto na casa do nortton; rolou uma entrada espertaça:uma parta fria feita de abacate (vejam bem!), limão, tomate, tempero verde, cebola e coisa e tal, comido com pão integral, integral mesmo! Depois foi a vez do prato principal: um caldinho feito sobre a cebola e alho, ao óleo, caldinho de abóbora (só pra me mostrar que posso gostar do que não gosto, inclusive fui eu que amassei a abroba que o douglas descascou) com calabresa e muita cerva, uísque especial da cris gaúcha mui conquistadora, canabis, l.strike, e uma bike amarela pra voltar pra casa em um casaco verde e um gorro preto, sobre as ruas de asfaltoeagua pra me movimentar e me molhar.

todo tempo que vejo essa moça me embriago de canabis para sustentar a calma e agüentar não chegar ao seu lado.

(estou) aqui morrendo de desejo ardendo só ardendo como fogo eterno, fogo.
(estive) andando por labirintos de arte onde as imagens conduziram minhas empadas, que comi tomando cerveja. sua beleza me suga os olhos e deixa-me embriagar por suas coxas sua meia ou sua barriga.

sua beleza me embriaga e me conduz por entre pessoas que ao me olharem
Derretem-me
Derreto todos eles também.

bege, bege o teclado está como a tela bege.
Olho para a tela e sinto dupla ação dos sentidos, camada sobre camada.

tímida luz dos fins dos dias. Mal terminam, outros acabam. Morro a cada dia pra comer mais no próximo.
Amigo tu és morte. Chato tú falseia o caminho e me põe a prova, sempre a prova com
mulheres chatas - serão todas? - viados muito meigos, e a companhia do eterno. Eterno medo de ficar pra sempre. Eterna necessidade de mudar, todo dia mudar. Mudar pra melhor....

acabo de comprar uma tevê a cabo, acabo de entrar pra solidão a cabo, o 12 com 57, é um assalto´, é um assalto, é um assalto
...acabo me tornando usuário acabo....

como foi? você quer que...fala!

aquele som cegou meus olhos, aquele cabelo me ensurdeceu e em poucos minutos já estava mudo. já, mudo.
...isse que queria encontrá-la em poucos dias para conversarmos atrás da árvore da psicotropia. escrevi para ela, que deve estar sentada chorando pelo seu amor, mostrando pra si como se é amar desta forma, a certa, mostrando o meu amor, mostrando uma revista bem menos, uma revista sabrina.

acord
para esse sono de descanso de travesseiro d ca ma de relax men to de salv ação. de re volução do mo vim ento interno, muito ruim, muito bom. estou indeciso, porém meu ser sabe muito bem o que quer,...

bato uma bronha pra lembrar suas grandes gotas penduradas em seu colo. bato nada vou pensando quão lindo é o seu jeito, sua pose quase grega uma musa pronta para copular durante nove noites donde nascerá as nove maravilhas - recicladas - pós- adolescentes. seu rego, sua axila, sua nuca, suas manchas e micoses quero tudo. assim saberei... que linda é sua pergunta: por que você tentou beijar minha boca? comê-la, eu quero virar comida frente aos seus dentes reforçados por duros vergalhões a rasgar-me em caso de excessiva mansidão; olho pra baixo e vejo jatos de gotas cósmicas endereçadas a você baterem no piercing, no meu umbigo, logo chegando às moscas da fadiga QUE ME TRARÃO SONO E ME FARÃO ESQUECER DE VOCÊ.

ser é dar-se como presença.(efeito 21)

é na linguagem que se dá a mentira, a verdade, o simulacro e o ser-aparição!

você pintô como um sonho e eu fuy atrás coum tudo si isso são coisas do aimour eu acredito que estô perdido em outro mundo, não adianta dizê não verdade ou mentira ah ah ...(efeito 21)

minha nossa, foi uma branquela magrela que passô perto de mim e que me deixou assim! bunitim, bunitim!

acredito que estou, hoje apenas hoje nessas vinte quatro, mais feio mais charmoso mais trabalhador mais desempregado e mais legal, ..

...o branco mais caro e mais fraco.
...o preto de hoje é mais forte que na tropicália.

ganham dinheiro cantando música, negra. ela, a quase trinta e dois anos atrás.[fim]

...o tempo de estarmos sintonizados é o tempo de uma ejaculação. é o tempo de sonho tempo de paz e de delírio coletivo. todo tempo é de reclusão coletiva e também do fantástico. só não aceito ser preso por todos vocês em um sol escaldante sob re o concreto aparente nas peles das pedras,...

BILICHO
gudão - A instalação bilicho quer ser uma cidade. Tem a pretensão de ser agraciada por seus habitantes e através de sua estética promover subjetividades. Os módulos cúbicos grafados inserem-se no espaço também cúbico de formas distintas. Por que? Uma tentativa de apreender a simetria e a desordem da cidade. Simboliza assim o mito do planejamento, pouco a pouco sendo aquecido por um cobertor de impressões. São letreiros, marcas de pneu, declarações de amor, grafias.
Estrutura é o que falta para o pensamento, então sugerimos a visualização. Contemplar, passar ali horas em frente àquela acrópole. Sobretudo mutante, detentora despropozitada de segredos e memórias afetivas.
O material veio do licho, achado por um bixo que não consegue se desvincular de materiais descartáveis: papelão, isopor. Tem bixo que mora nisso. Materiais sobretudo com forte plasticidade. Por isso são quase irresistíveis. Foram encontrados por um bixo minutos antes de serem cremados. Em um deserto, com sol de rachar, tirei a camisa, peguei a ferramenta e comecei a seleciona-los.
Depois amigos detentores de transporte e em um passo encontrava com minha parceira de criação, elaine. O que era pra virar suporte para serigrafia, virou coluna, imaginária, de cimento e ferro. No mais vale conferir o fluxograma-poético elaborado por minha pessoa, gudão. O espaço convida ao descanso e ao namoro. Isto é, quando o ar condicionado está ligado – e você, desligado. Até lá, no centro de arte da ufes, mais conhecido como defa, em sua galeria embrionária. Até cinco de maio.

[Ficçao e linguagem no pensamento de Nietzsche e Benjamim]
Mundo. Ficção. Interesse dos seres. Expressão de verdade./ Palavras. Marcas das coisas em si./Alicerces cosmológicos da tribo (arte, ciência, esportes). Lugar ontológico da [ficção = fingir].
Filosofia = ficção que não se reconhece como tal./Filosofia = ouvir as musas. Poesia épica, lírica ou dramática. Poesia e o pensamento grego: metáfora da contemplação e da audição. Atitude filosófica: Heráclito./Assim falou Zaratustra caiu sobre ele.O narrador não é imparcial./Ficção = realidade fragmentada = ficção idem./Experiência da ficção fragmentada. Urbano. Cidade-ficção. Travestis sombras brilhos. Imagens, sobretudo. Metáfora da contemplação./{dissimulação/simulação} simulacro = universo lacrado = reality shows = esterelidade de representação.
Clareza da ficção sobre a ficção no ato de dissimular./Eterno retorno. Vontade de poder. Vontade de potência. Tarefa de um Nietzsche maduro: falar ao niilismo ocidental, a esse homem torrado, prostrado ante uma torrente de verdades, histórias e imagens./Tipologias/estilos no modo de interpretar. Linguagem e poder./Pesquisa por uma nova forma de espetáculo. Necessária, por quê?/Marginalização das artes vivas- queda do interesse social, principalmente da juventude, pelas artes vivas./Sensibilidade contemporânea. Mixagem de técnicas. Articulação da criação artística com o mundo atual, através do estímulo ao desenvolvimento de uma proposta estética criativa, ao improviso, à vivência./Imitações, manias e clichês. (Loops de trechos interessantes que perspassam por vários espetáculos ,...)
Dever de nos apossarmos do espetáculo ou seja lá o que for.
Espetáculo – fertilidade de idéias, movimentos, propostas.
Criar uma espécie de eixo paradoxal entre o quadrado perspectivista do palco italiano e o quadrado eletrônico, que é a televisão./Fotografia: uma vez registrado, já é passado.
Complexo de múmia (bazin)/Idéia de recordação (machado)/Retorno do morto (Barthes)/Mecanismo de projeção, processos de identificação e envolvimento que operam na sala escura. Atua sobre o espectador como um presente simulado, pseudopresente: cinema/{Só o vídeo pode restituir o presente}/exibição e enunciação ao mesmo tempo. Instalação de Ricardo basbaum, registro do presente através de monitores, personificação do momento, algo como sabor./[Forma de evocar a manipulação no mundo em que vivemos]/como o fascínio pela imagem e a velocidade introduzida pela tecnologia podem interferir:
na memória e conseqüentemente na experiência de percepção,do público diante de um espetáculo de teatro e dança./no caso da internet , partida e chegada se confundem, não há distância, a comunicação é instantânea./Desde o telephone, porém, agora existem imaGENS E PARA COMPORTA-las...NOVAS INTERFACES, COM a realidade que ora é ela mesma e ás vezes é ficção (!). Sem necessariamente serem simetricamente opostas./Dizer que o olho é imponente em relação à máquina. Equipamentos que captam coisas que o homem não vê./E o telescópio, o binóculo, a técnica de olhar planetas, estrelas, o céu, o que é o céu senão distância. O céu é azul. O azul é adistância representada pela dor, quero dizer pela cor azul./
Memórias de ficções milhares, curtas, fragmentadas,/Satisfação instantânea dos instintos básicos, desejos instantâneos,
comunicação cara, sofisticada, papel, impressão, resolução, revelação, substituição do real pelo fictício pela cópia, em prédios de reprodução (ou troca de seu suporte!) – em plena metrópole ora muito instintiva como colocar o pé no barro, na lama, o dente na cana de açúcar, e o bolso nas nuvens./Lembrando... assistir a tv é ter a memória metralhada por 30 i/s./Imagem ao vivo: tempo de manipulação zero/Informática. poética das tecnologias. poética do teclado.ESCRITA = poetização filtrada pela linguagem. câmera de vídeo: interface mais poética; tecnologia falando o registro dos devires./Poética de transcodificação. Metalinguagem. faceta da vídeo arte. faceta do corte seco. tarefa da operação do tempo. saltos na linearidade da ficção narrativa tradicional.







enviada por gus



25/09/2006 08:59
REVISTA SABRINA

Não vou lutar contra o que sinto. Perdi a primeira chance de mostrar-me sensível tipo A - quero dizer mostro-me sensível tipo b, aquele sensível que está à flor da pele. Gosto do jeito desengonçado de seu andar. Você não me apareceu em sonhos e sim no restaurante universitário, de bifes 007 e arroz com bicarbonato de sódio.
Por isso lhe vejo sexual, como um bicho fêmea, como alguém que sua e por isso às vezes goza, certo? Sinos soam alto com altruísmo.
Porém confesso: sonho com você. Gosto de seu olhar alto, seu olhar baixo. Sua sandália de menina da roça. Seu rosto me é familiar; inspira carícias. Será possível nascer em sua pele meu carinho? Gosto de suas ancas. Quero lhe ver pela janela e isso é pouco.


enviada por gus



25/09/2006 08:56
Os pés de mamona não sabem onde vão parar. O mar também. Sabe-se apenas que o vento faz o papel de levar o vento ao pé e ele sai de seu lugar em direção ao portão, sem cadeado, porta ao léu para pessoas que não tem banheiro. O terreno é baldio.

enviada por gus



25/09/2006 08:52
então sonho que meu cachorro, eis Menina, estava mal, muito mal numa pia de mármore, há uns vinte centímetros da torneira, com o corpo meio estranho - percebi, como peixe depois de tratado. Esperando cozinhá. Malandro, comecei a abrir o maior berreiro, isso mesmo lembro-me de que não chorava assim fazia tempo e até pensei que alguém pode morrê de tanto chorá. Depois lembro de um amigaço de infãncia, aquele, mais velho, mais bonitão, mais sei lá o quê - entrando com um maverick verde maravilhoso (nem precisava dizer) na garagem da casa que ficava na rua em que morava quando era infância e pré-pós aborrecente, com minha irmã dentro- ela gata loira e super prodú. Na sequência...na sequência, não por que Jardim Camburi é o melhor lugar da cidade pra se tirar uma, é um silêncio. Porra nenhuma. É que todo mundo do que tava na proza mora por lá. Eu é que o diga. Taí (quem lembra dos refri Taí?), recomendo este blog chamado Gustavo&Thaís - isto mesmo. Os caras mandam muito bem. Falam do que falamos, e com um pequeno detalhe: são da terra do nosso Tio Bob, Roberto Marinho; os caras são bons.

post 2 buzanfanu
enviada por gus



25/09/2006 08:51
quero mudá a cor da minha casa, quero mudá a fachada desse esquema, por isso já larquei os teorema, por isso já chutei esse dilema...(samba da ressurreição ou derradeira ladeira pro inferno, há!)

post do extinto www.buzanfanu.blogspot.com.
enviada por gus



25/09/2006 08:36
Um homem junta folhas num monte no seu quintal, uma pilha
& apoia-se no ancinho&
queima-as todas
& fragãncia enche a floresta
as crianças param e sentem o
aroma, que se tornará
nostalgia em alguns anos.

jim morisom
enviada por gus



25/09/2006 08:33
Veja o que é bom, ouça o que é bom, fale o que é bom. Yogananda


www.yogananda.com.br


enviada por gus



29/08/2006 01:45
o amor enlouqueceu/o amor perdeu-se/a faca afiada/na lama do rio
o algoz pé que sempre/trai aos sete ventos/livrou-se da lâmina/
e um novo rito fez-se. (poemaúsica)
enviada por gus



29/08/2006 01:43
depois de beber jim morrisom em abismos:
discursos ensaiados pelo contínuo convívio desfilamos pouco a pouco nossos anseios. outros lançam-se no abismo da verdade corajosamente. dispensam contudo, a música, para falar dela. assim começa o ocaso do filósofo eventual. o sol nascerá amanhã, apenas apenas três ou quatro em quartos distintos. elas são demais.
os amigos são fantasmas, dúvidas, dúbias passagens pois mostram-se assassinos de sonhos - carrascos voluntários. basta a escolha de deixá-los para sempre. junto com qualquer resquício de autopiedade.


enviada por gus



29/08/2006 01:31
é lindo como se inicia o dia.
assim como o frio se inaugura no escuro.
enviada por gus



29/08/2006 01:28
muito confortável ficar colado ao chão
ao chão inunda o quadriculado preto.

a falha provoca a bifonia ou a polifonia
a falha desvia o ensejo
verde arbusto que olho
arbusto que corre agora passou - pelo corredor.
verde pimenta louca pra ficar vermelha.
ela passou.

como escrevo pra frente jogado sobre o papel que de branco sob a linha azul gera hertz de deslize para a caneta.

enviada por gus



24/08/2006 17:17

plutão nunca se importaria se soubesse que foi destituído




enviada por gus



24/08/2006 05:21
o arco da ciência custava caro pra brincar e todo mundo brincava como uma criança inocente a proteger um urso selvagem, como a criança do doce roubado.
enviada por gus



23/08/2006 01:36
{cascos caos cascos caos, ana maria eu tô com fome eu tô com fome}
enviada por gus



22/08/2006 02:57
comeu. ela chegou tirou a calcinha. ela chegou de fininho ela tocou o elástico esgarçado em cima da tatuagem. ela passou o dedo no meio da calcinha e enfiou o dedo. ela chegou tirou a calcinha. ela chuveu em cima do algodão branco. ela ria fumando e mantendo-se em silêncio chamou seu nome. os vizinhos, todo mundo zoando, ela desmaiou. entrou com o pau na mão.

separou os lábios e manteve aberta com o dedo médio enfiando e esfregando, descobriu o patife; só conferiu!
enviada por gus



13/08/2006 15:14
por mais que eu durma eu não discanso
olha agorinha na praça um rapaz foi atropelado estava juntinho de mim nessa distância o fato é que caiu vinha um lotação raspando. rente ao meio-fio apanha o cara em cheio joga longe há aquele báfáfá corre pra cá corre pra lá o sujeito tava lá estendido morrendo de repente, um outro cara apareceajoelha-se no asfalto ajoelha-se apanha a cabeça do outro e dá-lhe um beijo na boca, depois chora alto. (adaptaçãosobreobeijonoasfalto:palavrasescritas pornelsonrodriguesdigitadoouvindoymasumac,peruana-cantaquerida)
umsonhopravocê.

enviada por gus



28/07/2006 14:07
[experiência número quatro sobre michel de guiderolde com sapatos e calças preta, camisa preta, sobretudo escuro esverdeado, óculos preto, e uma touca de borracha preta, com uma vela e uma caixa de fósforos no bolso] “desci as escadas e reclamei, depois de postar-me com o silêncio a escada, a atenção dos convivas, alguns bem perto outros rindo e gritando: Sinos, sinos! Você, eu disse, expressando uma falsa intimidade promíscua. Disse: o sono é sonoro,...apesar da imagem, das luzes, sobretudo é sabor, cheiros, música, e o texto me acompanhou até as pessoas. Plagiando Markécha, diminutivo de markel, o homem encoletado de Tchecov, de “Os males do Tabaco”, puxava pedaços de texto, desta vez sem a intenção de escondê-los, dividido em duas partes, antes e depois do fogo, do coto de vela, da luz. Me despedi delas. Antes no meio, acendi vela, coloquei-a na escora de mármore, no degrau que fiz de mesa, e citando, conclamando os observadores a encontrar ‘o estranho vigia e o cavaleiro bizarro’ , fui bem aplaudido, e fugindo percebi a demonstração da evolução no envolvimento com o público, com a peça, de maneira estranha, ainda sempre.”
Detalhes:
Primeira cena descer as escadas tocar um pequeno sino, arrumar a roupa, tirar os óculos, ajeitar o cabelo com um pequeno pente, colocar o adereço na cabeça, e começar!
Pausa do fogo!
Poesia!
Apagar o fogo!
Sobe para o espetáculo.
“o estranho e o cavaleiro”
Michel de Guiderolde

enviada por gus



24/05/2006 16:42
Petróleo: Crítica Social e História
Do Mineral Precioso

Pesquisa e texto:
Gustavo Feu de Freitas, jornalista.

Uma empresa da área petroquímica deve refinar somente o ouro negro? Será que a exploração no Espírito Santo gera práticas e condições de vida melhor, ou ela exclui do seu processo tecnológico tão avançado justamente a maior parte da população, carente de uma formação superior e ativa no processo de transformação? Será que oferecer aos profissionais ‘forasteiros’, cargos de direção e a população uma atuação na parte pesada do processo basta é coerente para uma unidade federativa com universidades públicas e particulares? Por outro lado, até que ponto empresas de grande porte, como a Petrobrás, como a Aracruz Celulose, como a CST Arcelor, como a Samarco chama para si a responsabilidade de orientar um povoado, um Estado? Temos os nossos parâmetros? Exigimos, ou melhor, visualizamos metas?
Exatamente quando o petróleo e o gás natural são explorados para garantir a demanda nacional, em quantidades avultantes e com tecnologia de exploração altamente avançada, emerge a discussão do valor social da riqueza para essa e para as futuras gerações.
O ciclo em alta petroquímico no Espírito Santo gera um ciclone envolvendo os atores sociais, alvoroçados com a possibilidade de riqueza em abundância. Segundo estudiosos, o petróleo é um bem com data pra acabar, finito: estes são dois pontos passíveis, está claro.
Por isso o petróleo vem acompanhado da responsabilidade social, o preocupar-nos com as próximas gerações, mesmo hoje consternados com a forma que lidamos com nossos anseios coletivos. Estamos deixando para o Estado gerir esses sistemas, sistemas obsoletos porque excludentes que excluem os maiores interesses: dos seres humanos, fundamentais para o viver em coletividade no planeta Terra, com todos e suas dinâmicas evolutivas. Para escorregar em um jargão, ‘temos as riquezas e não desfrutamos com a devida temperança’. ‘Mas essa é uma crise internacional (!), diria algum comentarista ironicamente. Não somente nós tupiniquins modernos a temos!
Por isso deveremos fazer algo como criar reservas, algo além de ponderadores econômicos – um investimento em redução de analfabetismo, de encarcerados, de moradores de rua, e de tantos desprovidos. Por que observando o Alaska, onde dois mil dólares são dados a cada cidadão daquele Estado ao mês, podemos sentir a complexidade da escolha dessa forma de auxílio vindouro. Lá a riqueza pertence aos moradores de uma forma direta, na prática, no bolso. E no nosso caso, precisaríamos antes fazer ajustes coletivos? Observando a cidade, suas carências, penso que o que deve ser priorizado é a estruturação do cidadão, morador da cidade. Onde há esquinas com quarteirões, curvas bruscas. Onde o concreto avança e onde o petróleo encontrou seu espaço, onde sua distribuição faz todo sentido. Por isso ele é determinante na vida dessas pessoas, esses diferentes atores, peças do mesmo conjunto. Quando se ouve falar em ouro negro, óleo, combustível, diesel, gasolina e querosene, podemos imaginar e tentar refletir sobre termos que nos soam tão antigos. Quanto tempo a sociedade emprega o petróleo.
Evolução
Há cerca de trinta anos aproximadamente a exploração do petróleo é um exemplo de uma cadeia produtiva globalizada. Porém essa história ilustra como há quase 200 anos atrás ela se esboçava após o triunfante pioneirismo inglês. “Em 1865 um cidadão chamado John Rockfeller começou também a refinar petróleo em Cleveland, Ohio, EUA. Dois anos depois fundou sua destilaria com a de outros, surgindo em 1870, a Standard Oil Company of Ohio. Não tinha a menor importância. Destilava apenas 4% do petróleo refinado nos EUA.”
Prosseguindo ainda com Maurício Vaitsman, no livro “O Petróleo no Império e na República”, ““ em 1877, a pequena Standard, de Ohio, já se havia agigantado, açambarcando, com um golpe de Rockfeller, que subjugara pelo transporte os demais produtores, nada menos que 95% do óleo refinado do país. Havia nascido o mais poderoso dos trusts, posto fora da lei em 1892, pela justiça de Ohio, numa questão famosa que se repetiu mais tarde, em 1909, com o juiz Sauborn, de St. Louis.” .
“A invenção do diesel, com a utilização do fuel oil, veio completar os preparativos para os grandes choques dos grupos americano, inglês e alemão, com a harmonização final dos dois primeiros e a liquidação do terceiro grupo”. Rockfeller e Deterding, a Standard
e a Royal Dutch Shell passaram a dominar a política do petróleo.”
Do mundo para o Espírito Santo Muito antes de ao Brasil chegar um automóvel, já utilizávamos o comburente para a iluminação, esse era o principal fim. Antes em residências e depois nas ruas das cidades. O sul do Estado, especificamente Cachoeiro de Itapemirim foi o primeiro município a ter iluminação pública a querosene. Isso deve ter sido apenas em 1915. Para comparação, o ES recebeu seu primeiro núcleo de imigrantes italianos em 1874, que foi desenvolver-se em Córrego Fundo. Como a história nos conta, aqui era 80% Mata Atlântica, com suas extensas florestas que se perdiam nos morros e vales da Província do ES.
De acordo com Vaitsman, “A mais antiga referência que encontramos a respeito de combustíveis minerais no ES é a contida na memória de Ladislau Neto, sobre a ocorrência de linhito”.
Todavia por mera associação entre a questão do gás para iluminação e o carvão acreditamos que este mineral não estivesse fora das cogitações daquele brasileiro negociante em Londres, Sr. João Antonio da Costa, que em 1825 e em 1828 andou com alguns ingleses obtendo permissão para explorar ouro e ‘outros minerais ‘ naquela Província.
Parece evidente que esse grupo não iria aventurar-se a iniciativa de tal porte, como a iluminação a gás, contando apenas com o carvão que importasse da Inglaterra e procurasse associar tal empreendimento à possível utilização de mineral encontrado aqui mesmo no Brasil. Figurando o seu e os nomes dos demais concessionários apenas em decretos referentes ao Espírito Santo, concluímos que ele alimentava a esperança de ali encontrar carvão, embora trocasse depois essa idéia pela simples exploração do ouro, abandonando as outras iniciativas. Mas isso é simples conjectura que não entra no plano deste passeio.
No compêndio dos Minerais do Brasil, de Luis Caetano Ferraz, de 1928, encontramos informações prestadas pelo Sr.Arquímico de Matos, como “Subsídio para a Exposição Internacional do Centenário”, de 1922, segundo as quais existiriam indícios de “jazidas de uma rocha betuminosa, com vestígio de petróleo.”.
“Essas mesmas informações acrescentam que por volta de 1922, um grupo de industriais, tendo a frente o inglês Thomas Russel Day, pretendeu explorar a referida região, objetivando o petróleo.”
Se for ao início da década de 50 que a identificação da ocorrência de petróleo no norte do ES teve seu marco, foi na década de 70, que o Espírito Santo, o Rio Grande do Norte e Campos, no Estado do Rio, entravam em cena elevando os números da então produção brasileira: são produzidos 200.000 barris de petróleo por dia no final da década.
Hoje o petróleo e também o gás natural, estão no mar, off-shore como dizem. Petrobrás, Texaco, Exxon Mobil, Repsol YPF, Sotep, Unocal, Norbai, Santa Fé, Petroserv, exploram concessões de poços do Oceano Atlântico, nas águas capixabas. Com isso Aracruz, Conceição da Barra, Jaguaré, Linhares, Presidente Kennedy, São Mateus, Serra, Vitória mais e outros municípios menos, recebem os chamados royalties. A distribuição é municipal, apesar de haver a cota para a Unidade Federativa.


enviada por gus



04/01/2006 22:52
enquanto mais aves maquinam a energia do asfalto todos gostam de comer goiabada, por que todos , e estão de ressaca. na verdade, eles beberam pra caramba.

choravam to mundo. agora ninguém não chora mais.....!




enviada por gus



04/08/2005 09:36

Lao Tsé

O Poder da Suavidade



No mundo inteiro
Não há nada mais fluido e suave do que a água.
No entanto, para atacar o que é duro
Nada se iguala a ela.
Nada pode mudar isso.
A fraqueza vence a força,
A suavidade vence a dureza:
Todos na Terra o sabem,
Mas ninguém é capaz de agir assim



O amor e o combate



Se para combater tivermos amor,
sairemos vencedores.
Se usarmos o amor na defesa,
seremos invencíveis.
Aquele a quem o Céu quer salvar,
ele o protege pelo amor



Autoconhecimento



Quem conhece os outros é inteligente.
Quem conhece a si mesmo é sábio.
Quem vence os outros é forte.
Quem vence a si mesmo é poderoso.

enviada por gus



30/07/2005 11:29
Reverência ao Destino

Carlos Drummond de Andrade

Falar é completamente fácil, quando se têm palavras em mente que
expressem sua opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém , dizer o
que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação. Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado. Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar. Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?" Difícil é dizer "adeus".Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar , apertar as mãos , beijar de olhos
fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado. Difícil é amar completamente só. Amar de
verdade,sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se
entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca. Difícil é ouvir a sua consciência
acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras. Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber. Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a
resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade. Difícil é sorrir com
vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo. Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por
inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida. Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica. Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho.

Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se eterniza, e nenhuma força jamais o resgata.

enviada por gus



08/05/2005 14:52
Quase

Luiz Fernando Veríssimo


Ainda pior que a convicção do não, é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase! É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no passado. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz! Talvez, esses fossem bons motivos para decidir, entre a alegria e a dor. Mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão, para os fracassos, chance, para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando... Fazendo que planejando... Vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

já é
enviada por gus



21/09/2004 12:14
nanico, onde tá você agora?

porra, f. o arnaldo j., a motocicleta, a falta do meu emprego, nanico, cadê você?
porra eu não posso chorar na sua frente pra te dizer o tanto que te amo.
você foi o meu melhor primeiro melhor amigo, junto com hugo, rodrigo, guilherme, fernanda, denise,...
sem falar na aline.
hoje
eu tô sem respeito;
vai tomá no c. o meu melhor soldado nessa guerra contra os sapos.
porra. logo de moto nanico filho da p..
filho da vidigal, e do vidigal, do morro do vidigal, menos da sueli vidigal,
hoje por um instante eu preciso surtar pra não pensar em mais nada nem no iraque nem nas mães que choram tão distantes naquela terra lá na p. que o pariu, nanico era meu amigo tava distante guerreando em raves com sua amada enviando bites pros seua amigos menos lisérgicos, eu odeio ter que pensar por que nós não vivemos mais em tribo.


enviada por gus



09/09/2004 13:50
já se cansou de falar a muito...já se empolgou antes do entardecer...agora sim, podia cair asim, sem mergulho ensaiado, nem cabelos nos olhos, deixe-me pousar sobre o duro chão de terra, parafraseando Colassanti, a dita realidade matura o chão.
enviada por gus



27/07/2004 12:04

fazer uma coisa deliciosa: revolver a terra onde semeias os mais líricos sonhos.
um molecote de magrela, ressabiado com a proza feita das ruas. Pois hoje, algo por alguém: admiração e paixão.


enviada por gus



25/08/2003 00:19
o vento bate leve e a planta esfrega suas finas folhas no muro.
enviada por gus



28/07/2003 17:30
“A BORDO
3.NOV.59

O tédio tem para mim a imagem deste transatlântico. Mas por que não peguei um avião? Teria chegado à América impregnado do ritmo dos grandes negócios e da grande política, mas chegarei carregado de uma forte dose de tédio americano, de velhice americana, de pobreza de recursos vitais americana. Por sorte só me resta passar uma noite no vapor, depois de quatro noites de um tédio desesperador. O sabor da belle époque dos transatlânticos já não consegue ressuscitar nenhuma imagem. Aquele resto de lembrança do tempo passado que você poderia recuperar de Montecarlo ou de San Pellegrino Terme não existe aqui, porque o transatlântico é novo, uma coisa antiquada construída agora pretensiosamente, povoada de gente antiquada, velha e feia.
A única coisa que se pode extrair desta experiência é a definição do tédio como uma defasagem em relação à história, um sentimento de ter sido cortado fora com a consciência de que todo o resto se move: o tédio de Recanatti, assim como o das “Três Irmãs”, não é diverso do tédio de uma viagem num transatlântico.
Viva o socialismo.
Viva a aviação.”
começo do diário de italo calvino em 59 nos eua
enviada por gus



28/07/2003 17:03
o diário americano de italo calvino
o escritor italo calvino em nova york, em 1959

nova York, teatro, cinema, racismo, literatura e as diferenças entre os estilos de vida nos eua e na Europa são temas comentados pelo escritor italiano nestas anotações

A VISÃO MAIS ESPETACULAR DA TERRA


Quando italo calvino desembarcou na ilha de manhattan em 9 de novembro de 1959, aos 36 anos, levava na mala sua trilogia de novelas fantásticas “os nossos antepassados”, um volume de fábulas italianas reescritas por ele no início dos anos 50 e uma idéia mais ou menos abstrata da américa.

enviada por gus



27/07/2003 10:26
, "Judith decepando Holofernes", da pintora Artemisia Gentileschi (1593-1652). A artista era filha do pintor romano Orazio. Rompendo com as tradicionais ocupações das mulheres de seu tempo, ela estudou pintura com seu pai. Entretanto, a Academia Romana a rejeitou por ela ser mulher. Artemisia não desistiu e continuou seu estudos com um pintor chamado Agostino Tassi. Ele, por sua vez, estuprou a moça, o que marcou não só a vida como o estilo da pintora.

enviada por gus



21/07/2003 01:22
por ora vai um texto sobre a banda zémaria,

Zé Maria na cabeça e a enxada na terra
Por Gustavo Freitas, 18/07/2003, da reportagem local.

Vim de lá de longe onde ninguém vê.Aquele horizonte onde, onde está você. Com estes versos a banda Zé Maria experimenta o sucesso. Já efêmero, desde o início. O que transcorre dentro deste grupo é uma coligação rizomática, ligando mestiços, alemães e indígenas. Negros por vocação. A marcação é o forte do baterista, entre uma agilidade por pouco mecânica. O que se sabe é que os últimos percursos demonstraram um nomadismo em direção a algo, nomadismo. A música é eletrônica por que caminha por dutos ópticos, luz tórrida, e quente, um ar frio e algo na cabeça leve. Com um kit de transição básico leve, limites para os pés somente o ar e a água. É improvável acertar o motivo.
Por quê? Por que damos volta em jardim camburi, percebendo os (agora) helicópteros e aviões, ávidos por ar.


enviada por gus



17/06/2003 12:42
a gente pensa que se conhece quando se vê sendo que a gente se conhece quando se pensa (lembra)penso um grupo na entrada do espaço quando um sol de rachar amenizava do lado de fora cerca de dezoito garotos (e garotas)cerca de dez nove anos estavam em fila e passaram a perceber o vermelhoque lotava par de olhos queriam mesmo era pintar o corpo de alguma cor bem vermelho enquanto isso corpos em repouso esperavam pacientemente


enviada por gus



12/06/2003 16:23
Sérgio desce as escadarias correndo, tropeçando as vezes nos degraus .
Ele carrega um livro, de capa vermelha.
Ele chega até o parapeito e percebe que hoje não tem churrasco.

Corre e vai até a sala pra assistir a aula.


enviada por gus



08/06/2003 18:36
Agora é hora de arrumar a cama e sair cedo pra comprar o pão. Enquanto o avião zua o ouvido. Úmido, o chão convoca os passantes a reproduzirem uma canção iorubá. Na verdade, agora é competente aquele que contribuir para a harmonia dentro da comunidade.

Sai da cama seu corpo pertubado pelos sonhos, saia - gritou ela.

Quanto vale sua noite não foi o que importava para aquele momento.
Sua máscara havia caído, e buscá-la ao chão custaria o golpe fatal do oponente, agora desbravado pela fadiga – como você.

O tempo não esquece esse tempo. Tempo de marmota, tempo de vagar.

enviada por gus



07/06/2003 20:49
coisas de um tal chico
Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço [com o aprouch da giu] coisas de um tal chico
enviada por gus



03/06/2003 08:54
bom dia aqui esta um cérebro frito pela complicação da vida mundana. aqui está um chip que virou colar, uma garrafa d detergente que tornou-se orelhas e um pulmão - isso, um pulmão. tem mais cinco pares aqui...
enviada por gus



02/06/2003 15:46
a idéia é morder o objeto, controlá-lo com a língua e com o passar do tempo suavizar a mordida. prometer desejo eterno. isso é tudo.
enviada por gus



02/06/2003 15:46
muito confortável ficar colado ao chão. ao chão inunda o quadriculado preto.
a falha provoca a bifonia ou a polifonia. a falha desvia o ensejo. verde arbusto que olho. arbusto que corre agora passou – pelo corredor. verde pimenta louca pra ficar vermelha. ela passou.
como escrevo pra frente jogado sobre o papel que de branco sob a listra azul gera hertz de deslize para a caneta.


enviada por gus



02/06/2003 15:45
onde é você? gostaria de te encontrar? perto de mim passa um trem. não formal. o que não se pode passar. por que não se pode passar. aonde não se pode passar. o que é lindo pra você? lá tem um valão cheio de vitória-régia. eu vou lá todas as noites. noites onde eu sonho. quando deito pra cansar o sono. onde é você? gostaria de te encontrar? perto de mim passa um trem.
enviada por gus



02/06/2003 15:45
sobre o por quê das ações que se comportam como galhos. sobre o asfalto. sobre a cerveja, o forró e a gordura. teve o prazer de ocultar a preocupação do olhar e ateve-se ao perfume. coube-lhe exercitar o corpo na ausência de afazeres. água pela canela em direção a cachoeira agora ouvia. só ouvia. na ausência de afazeres promove-se a boa ventura. prega-se a paz em ritmos eletrônicos. deixa-se o hard a vista – sistema eletrônico claro – e fácil de aprender. o sabor eletrônico me ateve a esta mesa. o peito biônico esta sedento de sexo. sexo é chupar. a vaca lambe, a vaca chupa. o sentido do sexo é compartilhar um lugar menor no espaço, ou o famoso dois em um.
enviada por gus



02/06/2003 15:44
de frente para o teclado, com as últimas palavras, tento trazer de volta. ver indo-a dormir. enquanto não largo o osso. queria mais. não consigo direito ficar com as mãos no teclado. natural, é muita fantasia. vou precisar fechar a porta do quarto. tirar a roupa (pouca), pra poder sentir nas pernas o frio, olhar para o teto. esqueci um monte de coisa pra lembrar do que conheço de você. lembrei que tinha seios ...quase grandes, sutiã branco de renda e as unhas com esmalte claro. mais que você estaria de calça e tênis, como eu. esse lance de você ser mais nova me instiga sim e me dá medo pra caramba, de pensar que estou ficando obcecado por prazer. sim, eu sinto prazer quando leio suas mensagens e percebo seu instinto.
enviada por gus



02/06/2003 15:43
“se eu perder a hora você vai me levar, se eu perder a hora você vem me buscar” ( segredo/suba)
enviada por gus



02/06/2003 15:43
o preço da fala é o olho. o preço do sexo é o olho. o preço da loucura é a dor. o custo da dor ninguém fala. o custo da fala é dor dentro do olho. o olho, a fala, o sexo, a loucura todos temos de sobra. só nos custa caro dar.
dar é mudança para frente e para trás, para sempre e para nunca. perder é melhor que ganhar. ganhar exige merecimento e memória para retribuir. perder depois de acostumar não dói. somente aos fofoqueiros completos e somente. só me sinto só por que me deixo só, parado impercebível, quase nulo – vontade de morrer, antes. vontade de parar e pedir apenas que esqueçam.
pedir esquecimento. pedir distância. pedir, só pedir, pedir, só pedir.

enviada por gus



01/06/2003 18:23
,é da época da bossa nova...

Se você disser que eu desafino amor
Saiba que isso em mim provoca imensa dor
Só privilegiados têm ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que Deus me deu
Se você insiste em classificar
Meu comportamento de antimusical
Eu, mesmo mentindo devo argumentar
Que isto é bossa nova
Que isto é muito natural
O que você não sabe, nem sequer pressente
É que os desafinados também têm um coração
Fotografei você na minha Rolleiflex
Revelou-se a sua enorme ingratidão
Só não poderá falar assim do meu amor
Este é o maior que você pode encontrar, viu
Você com a sua música esqueceu o principal
Que no peito dos desafinados
No fundo do peito bate calado
Que no peito dos desafinados
Também bate um coração
hehe em homenagem a minha desafinação

enviada por gus



25/05/2003 20:03

Cazuza

"o teu amor é uma mentira, que a minha vaidade quer..."

enviada por gus



25/05/2003 20:00
Inventário do Tempo

Agostino Lazzaro


luas e girassóis
teu corpo colado ao meu
sob névoa e plátanos de memória

enviada por gus



25/05/2003 19:30
Drummond pediu: "Sejamos pornográficos, docemente pornográficos"!
enviada por gus



25/05/2003 18:15
Na quinta, 29, haverá o lançamento do livro 'Albert Richard Dietze, um artista-fotógrafo alemão no Brasil do século XIX', de autoria da professora e pesquisadora Almerinda da Silva Lopes. Na Galeria de Arte e Pesquisa da Ufes - atrás do Teatro Universitário, a partir das 19 horas.
enviada por gus



20/05/2003 02:39
Putz, e o dólar voltou aos três reais. Quero ver o dia em que a gasolina se equiparar com essa moedinha, o que vai ser do meu destino...
enviada por gus



20/05/2003 02:36
Aqui segue - um pouco após a sua data de realização - a segunda aula sobre linguagem cinematográfica da Oficina de Cinema da Faesa. Aproveite, desta vez em um formato menos jornalístico, mais relatório, uma espécie de texto acadêmico. Ou resumão, se preferirem.


Segunda aula, sobre a linguagem – a montagem paralela, acelerada, lenta, a metonímia, a metáfora, a contigüidade, a similaridade, a analogia sonora, a elipse, o contra campo e o extra campo. Os elementos (estética,...) e a tipologia (gráficas, ...) das imagens no cinema.
Por Gustavo Feu

Poucos alunos – cerca de 15 ouvintes – estiveram presentes na segunda aula do mestre em literatura e cinema João Barreto, que aplica conhecimentos sobre “Narrativas e Gêneros Cinematográficos” – possibilitando um estudo sobre os gêneros narrativos e do discurso contemporâneo no cinema. João resume o conteúdo em uma só palavra: linguagem.

E iniciou falando da montagem, da escolha de passagens que aos poucos vão esboçando a elipse na narrativa. Até desenhou uma linha do tempo e dividiu-a em cerca de uma dezena de espaços, ligados pelos intervalos, articulados por interessantes mecanismos.
Para a surpresa de todos que compareceram na primeira aula do mestre, ele sacou o mesmo campeão de bilheteria. O primeiro filme a ser o exibido foi “A Cor Púrpura”. Sacou de Spielberg para ressaltar a montagem paralela. Ilustrou então com a seqüência da navalha, quando tudo indica que um rito de sacrifício vai acontecer. A idéia principal é que pequenas e ás vezes grandes narrativas concorrem para um mesmo desfecho.
O gênero suspense costuma figurar nestas corridas a um ponto comum. Movimento tal que o cineasta russo Sergei Eisenstein classificou nulo, chamando-o de estático. Lembrou que o russo fazia parte de um núcleo do qual fazia parte um estudioso do condicionamento humano – Pavlov. E ressaltou os estudos das três fotos iguais, percebidas como distintas pelo observador quando associadas a imagens diferentes.

Exibiu um filme do cineasta Brian de Palma, “Sob Domínio do Medo”, com o ator ainda novo, Dustin Hofman. Ele imprimiu a técnica do movimento em câmera lenta – código eleito com louvor pela linguagem publicitária. Nome que não saiu da lousa foi o do filósofo Gilles Deleuze. Em relação ao conteúdo específico e explícito, a última aula foi para se falar mais um pouco sobre linguagem. Do filósofo falou a frase “O homem é o único animal que consegue contar um fato ocorrido antes”.

Metonímia foi o próximo nome – a qual trabalha com índices. Representando a parte do todo, foi ilustrada com uma edição de enquadramento, uma casa e a árvore. Vizinhança, contigüidade.

Por outro lado a metáfora, articulada através da similaridade e da semelhança. Homens e porcos que podem ser fundidos, por andarem de uma mesma forma em filas de metrô e nas filas dos criadores de suínos.
Olhos e pérolas pela preciosidade, forma e brilho.

A construção do flashback e do flashforward. Exemplo do último é o filme alemão “Corra Lola Corra”. Uma projeção do futuro, João citou o filme “A Morte Cansada”.

Analogia sonora como no início do filme “Era uma vez no Oeste”, do diretor italiano Sérgio Leoni.

Lembrou de Walter Benjamin, Nelson Brissac Peixoto, para esplanar sobre a perda crescente do poder de ver, à medida que o mundo foi ganhando em densidade demográfica. A perda do tempo do olhar, como se estivéssemos o tempo todo dentro de um metrô. Tudo segue.

Exibiu a seqüência inicial do filme “2001- Uma Odisséia no Futuro”, do cineasta Stanley Kubrick. A maior elipse da história do cinema.


enviada por gus



18/05/2003 13:21
Notícia fúnebre: depois de 18 anos acordada, sempre pensando em um pão com manteiga, um pedaço de calabresa ou um pedaço de banana, foi enterrada ontem no primeiro lote depois do edifício capri - rua júlia lacourt, em algum jardim (*), a cadela menina ficando a um palmo e meio em baixo de pedras, terra e com um incenso de padmini colado ao peito e um afago de mãos nas costelas já frias. A gota de lágrima ficou colada ao olho. Às duas horas da manhã deste domingo foi esquentar um pouco de leite e ao olhar para ela sua última esticada de pernas sinalizou sua partida.
enviada por gus



07/05/2003 11:15
A Oficina de Cinema promovida pela Faesa foi iniciada na última segunda-feira (5), pelo jornalista, crítico de cinema e mestre em literatura João Barreto. Ele iniciou seus apontamentos, para cerca de vinte ouvintes, sobre linguagem cinematográfica, conduzindo o módulo "Narrativas e Gêneros Cinematográficos". O estudo dos gêneros narrativos e do discurso cinematográfico contemporâneo.

Ao iniciar a aula, utilizou-se do filme – apresentado na tecnologia DVD, “A Cor Púrpura”. Mostrou a seqüência em que uma das irmãs – a gorda, que nunca quer trabalhar para senhores brancos – agredia um homem rico, sem que a imagem da agressão fosse mostrada. Um carro passará na frente.

Ao meu lado, elogiavam o filme “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock. Assisti a esse filme em uma aula do Dr.Arlindo Machado, para mestrandos de Semiótica, na Puc – SP. Machado mostrava naquele momento, a parte da película de “Os Pássaros” relativa as seqüências fantásticas do caminho que ficava em volta do mar.

João Barreto mostrou as elipses de tempo no cinema, dando um exemplo de uma ocorrência simples: o aluno sai da sala de aula e vai matar o professor na sala dos professores. Citou as elipses literárias, usando a frase “ Fomos e voltamos”. Repare que é uma supressão estética (o pronome “nós” fica oculto). Desta forma a elipse é visível, manipula significantes. No cinema, imagens deixam de ser mostradas, explicitamente, para serem sugeridas, mostradas com imagens mais sutis, menos imagens e mais metáforas. O tempo real e/ou a supressão do tempo: eis uma escolha do cinema. Papel importante à ser desenvolvido, especialmente quando se quer contar uma batalha que durou anos em apenas poucas horas. Mais o legal que não é só isso. Somada a riqueza do símbolo imagético, a elipse adquire roupagem de pele, preconceitos ou amores.
Ele falou em “prestar atenção que os bons diretores sugerem ao mostrar as elipse”, o que corresponde a uma maneira de relatar uma passagem de tempo.

Ele escreve no quadro o que Federico Fellini já disse: “a tv é um eletrodoméstico”. Ela aceita qualquer coisa e ainda os destitui de sua linguagem – o que entendi, ouvindo Barreto. Ao colocar o segundo filme, dessa vez no vídeo, ouve-se uma frase explosiva, um verdadeiro petardo: toda imagem é simbólica.

Ele veio para falar de linguagem. E assim, por escolha elegeu o espelho. Na intenção de eleger algo e fisgar um objeto símbolo da linguagem imagética, ele achou o espelho. Um objeto de cena recorrente no cinema, e que aparecem nos filmes de diversas maneiras para “sugerir”, como diz João Barreto, inúmeras possibilidades de sentido.

Principalmente no filme, “A Malvada”, do diretor Joseph Mackienvicz, que também possui cenas com espelhos. Os espelhos vêm para sugerir. O filme conta com a atriz Betty Davis (quem conhece?), a história de uma ‘atriz’ de teatro que é invejada e tem sua carreira tomada por uma fã. Contudo, o movimento é cíclico, isto é, o que ela toma de uma a outra toma dela. João destacou na admiração e subserviência da “Phoebe” – invejosa por St. Hellington, personagem de Betty. Neste filme o espelho é usado para ressaltar a presença das vilãs, e também para revelar – como no fim do filme – a vontade doentia de ter poder e fama. Marylin Monroe faz uma rápida figuração. A lição que fica é a seguinte: não deixe um estranho em seu quarto e vá tomar banho. Ele pode querer ser você.

O filme seguinte, “A Flor do meu Segredo”, de Pedro Almodóvar, impressiona pelo uso perfeito dos espelhos. Foram fabricados para ressaltar a relação entre os dois amantes. Com diálogos melodramáticos, mais nem por isso horríveis, o filme parece um folhetim. Saquei a pérola, comentada por João Barreto: “Não agüento 24 horas iguais a esta que passamos”. Diz o personagem Paco. Filme imperdível.

“Sob o Domínio do Medo”, rodado em 1971, de San Peckinpah, privilegia os reflexos do espelho e abusa de estruturas quadradas para assim ‘enquadrar literalmente’ os personagens na trama. Os dois protagonistas principais são observados o tempo todo, por voyers, dos vizinhos aos pedreiros. A ampliação do olhar no espelho e a contínua invasão de privacidade são elementos comuns na narrativa de San.

É um clássico, segundo João Barreto, sobre a utilização do tempo – e também do exercício do enquadramento, como potencialidade na linguagem. San Peckinpah também levou o recurso de câmera lenta para o cinema.

João ainda destacou os cortes, para a construção do significado, construção de metáforas. San cria suspense ao lidar com três núcleos de personagens simultaneamente. A relação entre o homem da cidade e uma mulher, que acaba gerando uma procura dos moradores pelos dois, e ainda o casal que protagoniza o filme voltando pra casa no carro. Mais na frente eles atropelam o homem da cidade quando este passa pela estrada escura, fugindo dos demais homens da comunidade ortodoxa.

No filme “Sob o domínio do medo”, percebe-se a ocorrência de fatos, como o diálogo entre os pedreiros e o protagonista sobre latrocínio, morte, bem no instante em que falavam de pegar ratos com uma ratoeira gigante, que sugerem o clima caótico da casa.
A quantidade de quadros, portas, janelas são signos que sugerem o aprisionamento gerado na casa pela ação do olhar alheio. E um bom motivo para citar outro petardo: a profundidade de campo é histórica. No filme Farenhight, de Griffith os atores passavam de um lado para o outro do quadro.
A relação entre técnica e ideologia. Neste filme, espanta a quantidade de linhas geométricas ‘riscando’ as cenas.

O antepenúltimo filme foi “Vidas Sem Rumo” (Outside) de Francis Ford Coppola. Destacou inserts de objetos, determinado um código, como o canivete, e também falou do uso do espelho quando um dos garotos pinta o cabelo, tendo sua imagem ‘partida’ em um espelho rachado. A belíssima imagem dos dois amigos ‘perdidos’ frente ao crime que cometeram, em um reflexo na poça de água, com uma igreja ao lado.
Ótima a frase de um dos garotos: “Sempre me lembro, por que nunca tinha entendido direito”

Mostrou a utilização por excelência da linguagem, em “Triunfo da Vontade”, de Leni Riefenstahl. Um filme para o partido de Hitler, no início da década de 40, antes da II Guerra Mundial. Os planos em evidenciar a alegria dos alemães em compor o exército, a força do ditador, e sua popularidade em uma Alemanha tentada a se tornar a maior potência em troca de um regime autoritário e genocida.

Interessante ressaltar que um longa-metragem de mais de 200 minutos foi feito na tentativa de apreender o perfeccionismo das imagens de Leni. Riefenstahl quando criança era bailarina e assim seguiu até os 16 anos. Ao assistir ao primeiro longa da história, “A Luz Azul”, de Joseph Land, decidiu pela carreira de atriz. Como tinha um amigo comum com Joseph Land, conseguiu iniciar sua carreira trabalhando em filmes ousados, no sentido de suas locações. Leni dispensava dublês em suas cenas de perigo, nem que para isso tivesse que ficar recebendo avalanches de neve, até quase congelar nas montanhas. Depois de algum tempo, Leni passou a dirigir seu primeiro filme, podendo então experimentar as técnicas usadas por Land, aprimorando-as. Vale ressaltar que em uma pesquisa antropológica, Leni filmou as Olimpíadas de Berlim, com quase 30 equipes para registrar a competição em todas as modalidades. Desenvolveu a técnica de filmar com inclinação, criando em alguns estádios esportivos, fossos onde ela e seu fotógrafo trabalhavam.

Na minha frente dois amigos falavam sobre um livro chamado “Uma Viagem Através dos Mitos”. Para finalizar, João Barreto voltou a reproduzir “A Cor Púrpura”, de Steven Spielberg, considerado pelo crítico como um diretor autoritário – que não deixa ao espectador a mínimo possibilidade de uma leitura distante da sua ‘programação’- e ao mesmo tempo criativo. Comentou a iluminação irregular - no início do filme quando ocorre o primeiro parto da tragédia, gerando instabilidade no quadro. E salientou a perfeição como foi feita a analogia sonora das palmas das irmãs (que não querem se separar), para o trotar do cavalo.



enviada por gus



03/05/2003 12:26
seu quintal tinha carangueijos? e sua vô jogava tripas de galinha pros percevejos insetos? - danados goiamuns.
Quem alimenta porcos com pérolas, terá porcos com pedras no estômago.- a desrazão está lá condedeinercia.blogspot.com

Quintais com estes malditos percevejos são danados pra alagar quando a chuva cai, ai, cai em pingos grossos em meio a sapos, cobras e sobras de melancias. No canto encostado nas ripa do caixote, está ele minerim, o piquinês mais filha da puta que se podia encontrar. Este tinha um irmão, hei de dizê-lo em outras, lembra-se de zé e de maria os dois antigos vigias do sala 11. Nossa finados já passou e não paro de falar de cachorros que viraram o cabo da boa esperança. é o sal e o frio das ferragens presas na janela.
enviada por gus



30/04/2003 00:58
procuro um novo caminho por onde os sonhos escorreguem, feito um peixe ágil e submerso em um fino lodo
enviada por gus



30/04/2003 00:57
costumo vagar pelas noites a procura de algum pé de amora imagino quanto frio deve fazer próximo ao fucinho de um morcego.
enviada por gus






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